Painel PopRua foi criado pela Corregedoria Geral da Justiça de Alagoas. Arte: Dicom TJAL
A Corregedoria Geral da Justiça de Alagoas (CGJAL) desenvolveu um painel eletrônico para acompanhar processos cíveis e criminais envolvendo pessoas em situação de rua. O PopRua também serviu de modelo para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que demonstrou interesse em firmar acordo de coorperação para implementar a tecnologia em tribunais de todo o Brasil.
“Ver uma tecnologia tão importante sendo compartilhada com todo o país é uma grande satisfação para nós, porque os processos envolvendo pessoas em situação de rua são prioridade e nos sensibilizamos com a causa. O painel possibilita acompanhar de perto esses casos para garantir que todos os procedimentos aconteçam com a agilidade e o cuidado que as pessoas precisam", ressaltou o corregedor-geral Celyrio Adamastor.
O corregedor enfatizou que a ferramenta também possibilita a transparência e permite que o Sistema de Justiça atue de forma mais assertiva e comprometida com a resolução das demandas. A tecnologia foi esenvolvida pelo servidor Diego dos Santos, da CGJAL.
Escuta acolhedora
No mês de março de 2025, o Judiciário alagoano, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), promoveu uma escuta qualificada de pessoas em situação de rua em Alagoas, durante encontro realizado no Tribunal de Justiça. O evento reuniu magistrados, defensores públicos, promotores de Justiça e representantes dos direitos dessa população.
Na ocasião, o conselheiro do CNJ, Pablo Barreto, agradeceu ao Judiciário alagoano pela implementação firme e efetiva da Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades, ressaltando que Alagoas tem se consolidado como referência nacional nessa área.
Ainda no mês de março, o desembargador Celyrio Adamastor recebeu membros do Comitê Nacional PopRuaJud, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para apresentar o Painel de Monitoramento de Pessoas em Situação de Rua.
Diálogo com representantes do CNJ foi estabelecido na sede da CGJAL. Foto: Cortesia